Diáconos e Presbíteros: Servos de Deus no Corpo de Cristo (1)

Hoje darei início a uma série de textos sobre Diáconos e Presbíteros: Servos de Deus no Corpo de Cristo. Pretendo analisar biblicamente de forma esquemática alguns dos privilégios e responsabilidades desses ofícios na Igreja de Deus. Agradeço previamente a leitura de todos, desejando que essas anotações introdutórias sirvam de estímulo ao estudo mais profundo do assunto, a fim de que possamos compreender melhor o grande privilégio que temos de servir a Deus em diversas esferas, destacando aqui, o oficialato eclesiástico. Deus abençoe a todos. Rev. Hermisten.

 


 

 

A comunidade de Jesus vive sob a inspiração do Espírito Santo; este é o segredo de sua vida, de sua comunhão e de seu poder. – Emil Brunner (1889-1966).[1]

 

Os cristãos não só professam crer no Espírito Santo, mas são também os receptores de Seus dons. – Charles Hodge (1797-1878).[2]

 

Deus geralmente supre aqueles a quem imputa a dignidade de possuir esta honra a eles conferida com os dons indispensáveis para o exercício de seu ofício, a fim de que não sejam como ídolos sem vida.João Calvino (1509-1564).[3]

 

Trabalhar no reino é o nosso estilo de vida. ‒ Cornelius Plantinga Jr.[4]

 

Introdução

 

Como pastor, sou devedor a diversas pessoas de esferas diferentes: familiares, professores, escritores, alunos, irmãos na fé e de ministério. Geralmente é mais fácil pecar pela omissão de nomes do que exagerar a gratidão devida.

 

Além deles, aprendo com diversos autores os quais pude ler ainda que parcialmente. Sem dúvida, o Dr. Lloyd-Jones (1899-1981) está entre meus autores prediletos do século XX.

 

Uma de suas frases que sempre me impactaram com um misto de angústia e alegria, refere-se à igreja. Li isso há muitos anos. Contudo, ao revisitá-la, conforme a junção que fiz desde que as li, as sensações se renovam:

 

Aqui está a Igreja em seus farrapos, em sua imundície e vileza! Cristo morreu por ela, salvou-a da condenação. Ele a toma de onde estava e a separa para Si (…). Ela é removida do mundo para a posição especial que, como Igreja, deve ocupar.[5]

Enquanto a Igreja caminha neste mundo de pecado e vergonha, ela se suja de lama e lodo. Portanto, há manchas e nódoas nela. E é muito difícil livrar-se delas. Todos os medicamentos que conhecemos, todos os produtos de limpeza são incapazes de remover estas manchas e nódoas. A Igreja não é limpa aqui, não é pura; embora esteja sendo purificada, ainda há muitas manchas nela.

Entretanto, quando ela chegar àquele estado de glória e glorificação, ficará sem uma única mancha; não haverá nódoa alguma nela. Quando Ele a apresentar a Si mesmo, com todos os principados e poderes, e com todas as compactas fileiras de potestades celestes e contemplar esta coisa maravilhosa, a sondá-la e a examiná-la, não haverá nela nenhuma mácula, nenhuma nódoa. O exame mais cuidadoso não será capaz de detectar a menor partícula de indignidade ou de pecado.[6]

 

As figuras empregadas por Lloyd-Jones são fortes, porém, lamentavelmente verdadeiras. Sinto-me triste por também ser responsável por isso, pelo pecado da igreja; pelo meu pecado: sou pecador!

 

O pecado não é algo inerente a um grupo abstrato ao qual chamo de igreja e, desse modo, todos poderiam se referir a uma igreja idealizada onde os pecados a caracterizariam, mas, ela nada teria a ver comigo, fazendo assim uma catarse teológica e existencial. Porém, sei que somos a igreja. Por vezes, é verdade, que a igreja torna-se mais mundana do que o mundo,[7] justamente por manipular a Escritura e pretender, hipocritamente, apresentar um status de santidade.

 

Por mais que em minha mente tente estabelecer uma escala de pecados mais e menos graves, sem dúvida agravando aqueles que julgo não cometer, pelo menos com frequência, o fato, é que sou pecador.

 

Por isso, falar da igreja é falar de nossa realidade como povo de Deus, alcançado pela misericórdia de Deus. Mas, que lamentavelmente tem, com muita frequência, negado a sua essência (1Pe 2.9-10),[8] cometendo uma falsidade ideológica existencial. O pecado é uma rebelião contra Deus. É uma negação do nosso DNA espiritual, de nossa nova natureza, já que nascemos de novo a fim de sermos conformados a Cristo o absolutamente santo (Rm 8.29; 1Pe 1.14-16/1Pe 4.2).

 

No entanto, pela graça somos resgatados desse estado desesperador para a condição de povo eleito, redimido e herdeiro de Deus em Cristo. (Ef 2.8-9; Rm 8.17). Isso nos consola e aquece o nosso coração no desejo de refletir a imagem de Cristo em nossa obediência, cumprindo assim, gradativamente o propósito eterno de Deus para nós (Ef 1.4/Rm 8.29-30).

 

Deus por sua inteira e incompreensível graça se vale de nós, presbíteros (docentes e regentes), na condução de seu povo. Isso é um privilégio que não temos condições de descrever. Paulo nos fala da “graça de pregar” (Ef 3.8). De fato, Deus tem nos chamado ao serviço e tem nos capacitado constantemente a isso. À Deus toda glória. Vamos ao estudo.

 

Maringá, 06 de junho de 2019.

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

 

*Acesse todos os textos dessa série aqui.

 


[1]H. Emil Brunner, O Equívoco da Igreja, São Paulo: Novo Século, 2000, p. 53.

[2]Charles Hodge, Teologia Sistemática, São Paulo: Editora Hagnos, 2001, p. 391.

[3]João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 4.3), p. 96.

[4]Cornelius Plantinga Jr., O Crente no Mundo de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 111.

[5]D.M. Lloyd-Jones, Vida No Espírito: no casamento, no lar e no trabalho, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1991, p. 119.

[6]D.M. Lloyd-Jones, Vida No Espírito: no casamento, no lar e no trabalho, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1991, p. 137-138. “A misericórdia de Deus para com a Igreja merece tão mais sublime louvor, quando ele exalta a Igreja por meio de um eminente privilégio, acima do mundo inteiro” (João Calvino, O Evangelho segundo João, São José dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2015, v. 2, (Jo 14.17), p. 101).

[7]Cf. Eugene H. Peterson, O pastor contemplativo: voltando à arte do aconselhamento espiritual, Rio de Janeiro: Textus, 2002, p. 47.

[8]9Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;  10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (1Pe 2.9-10).

Os eleitos de Deus e o seu caminhar no tempo e no teatro de Deus (1)

Quando os homens quiserem fazer pesquisa sobre a predestinação, é preciso que se lembrem de entrar no santuário da sabedoria divina. Nesta questão, se a pessoa estiver cheia de si e se intrometer com excessiva autoconfiança e ousadia, jamais irá satisfazer a sua curiosidade. Entrará num labirinto do qual nunca achará saída. Porque não é certo que as coisas que Deus quis manter ocultas e das quais Ele não concede pleno conhecimento sejam esquadrinhadas dessa forma pelos homens. Também não é certo sujeitar a sabedoria de Deus ao critério humano e pretender que este penetre a Sua infinidade eterna. Pois Ele quer que a Sua altíssima sabedoria seja mais adorada que compreendida (a fim de que seja admirada pelo que é). Os mistérios da vontade de Deus que Ele achou bom comunicar-nos, Ele nos testificou em Sua Palavra. Ora, Ele achou bom comunicar-nos tudo o que viu que era do nosso interesse e que nos seria proveitoso. – João Calvino (1509-1564).  [1]

 

Por mais miserável que seja a vida presente, é uma bênção de Deus aos fiéis, visto que ao sustentar-nos e conservar-nos nela, lhes dá um claro sinal e testemunho de Seu amor, e do amor paternal que lhes tem. –João Calvino.[2]

 

Introdução

A Epístola aos Efésios é de uma beleza incomparável em sua relação vital entre teologia e vida cristã. Paulo ao escrevê-la, inspirado por Deus, trata de assuntos que permeiam o propósito eterno de Deus o qual é pleno de sabedoria, bondade, justiça e amor. Ao mesmo tempo o apóstolo discorre sobre temas vivenciados cotidianamente por todos os seres humanos: questões comportamentais, relação familiar – com todos os seus ingredientes –, vida social e, a vida religiosa.

 

Possivelmente, em Efésios, entre todas as epístolas paulinas, tenhamos de forma mais contundente a simbiose entre doutrina e vida; conhecimento de Deus e prática de vida. Ela é um sublime e majestoso tratado teológico-devocional.

 

John Stott (1921-2011) inicia o seu Comentário, dizendo: “A carta aos Efésios é um resumo, muito bem elaborado das boas novas do cristianismo e de suas implicações. Ninguém pode lê-la sem ser compelido a adorar a Deus e a ser desafiado a melhorar a sua vida cristã”.[3]

 

De fato, toda doutrina bíblica, todo o seu estudo e conhecimento, devem nos estimular à santidade.[4] O conhecer a Deus deve promover em nós sentimentos corretos em relação a Ele que se manifeste em obediência sincera.[5] A obediência é a expressão máxima do amor.

 

A experiência não é fundamento da doutrina, porém, a demonstra e ilustra. A nossa experiência, portanto, deve ser sempre avaliada à luz da verdade[6] revelada na Palavra.[7] Craig acentua: “Pessoas que simplesmente andam na montanha russa da experiência emocional estão roubando de si mesmas uma fé cristã mais rica e profunda ao negligenciar o lado intelectual dessa fé”.[8]

 

Como nos parece óbvio, para obedecer a Deus é preciso conhecer o que Ele deseja de nós. O conhecer não se transforma mecanicamente em obediência. Por sua vez, a ignorância não carrega consigo o manto sagrado e místico de uma obediência sincera e pura.

 

O conhecimento meramente intelectual satanás também o possui.[9] Porém, o conhecimento real, fruto a graça de Deus (Mt 11.27; 2Pe. 3.18), é um ingrediente essencial. O conhecimento correto da doutrina, portanto, é vital para nos conduzir em alegre obediência glorificando a Deus em nossa vida.[10]

 

Calvino (1509-1564) nos ensina que “a doutrina é a mãe pela qual Deus nos gera”.[11] Por isso, “o tesouro da sã doutrina é inestimável, e nada há para se temer mais do que o risco de perdê-lo”.[12] Satanás, com sua astúcia, envida esforços para obscurecer a doutrina de Cristo a fim de nos desviar da verdade (2Co 4.4-6).[13]

 

Em Efésios temos uma relação direta entre a doutrina, o culto e a vida. De fato, sempre que ocorre a dissociação entre esses três elementos, somos conduzidos a uma atrofia espiritual que prejudica todo o corpo.[14] Calvino (1509-1564) resume: “O genuíno propósito da doutrina é adequar nossa união a fim de desenvolvermos o varão perfeito, à medida da plena maturidade (Ef 4.14)”.[15]

 

O Deus glorioso, os Seus feitos redentores e as implicações destas realidades na vida da igreja se constituem no grande tema de Efésios: ela é essencialmente teológica. A Pessoa do Deus Bendito (Ef 1.3) perpassa todos os versos da Epístola conduzindo-nos à gratidão por Deus ter-nos, por graça, propiciado conhecê-Lo em Seus atos abençoadores. A sublimidade de Efésios está no Seu conteúdo e este, alimenta e fortalece a nossa fé.[16]

 

Efésios pode ser considerada “uma das mais divinas composições do homem”.[17] Como curiosidade cito que João Knox (1514-1572), o pai do presbiterianismo, quando estava moribundo, em seu leito, frequentemente pedia que os “Sermões sobre a Carta aos Efésios”, de Calvino, fossem lidos perante ele.[18]

 

1. Contexto histórico

a) Ocasião e emissários

Paulo escreveu Efésios por volta do ano 61-63 AD., quando estava preso (Ef 3.1; 4.1; 6.20) em Roma. A Carta foi escrita pouco depois de Colossenses e Filemon. O emissário foi Tíquico, acompanhado de Onésimo (Ef 6.21-22; Cl 4.7-9).

b) Tema

Um dos objetivos de efésios, é: “Descrever a gloriosa graça-redentiva de Deus para a Igreja, derramada sobre ela a fim de que pudesse ser uma bênção para o mundo, e pudesse permanecer unida contra todas as forças do mal, e assim glorificar seu Redentor”.[19]

 

O assunto de Efésios é a Igreja. Assim, podemos considerar como tema da Epístola, O propósito glorioso de Deus para com a Sua Igreja no tempo e na eternidade.[20]

 

São Paulo, 27 de março de 2019

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

 

Leia esta série completa aqui.

 


[1]João Calvino, As Institutas da Religião Cristã: edição especial com notas para estudo e pesquisa, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, v. 3, (III.8), p. 38.

[2] João Calvino, Catecismo de Genebra, Perg. 189. In: Catecismos de la Iglesia Reformada,  Buenos Aires: La Aurora, 1962, p. 69. Veja-se também: João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo: Novo Século, 2000, p. 62,64; João Calvino, As Institutas, III.9.3.

[3]John R..W. Stott, A Mensagem de Efésios, São Paulo: ABU Editora, 1986, p. 1. À frente: “A carta inteira, portanto, é uma combinação magnífica da doutrina cristã e do dever cristão, da fé cristã e da vida cristã, daquilo que Deus fez através de Cristo e do que nós devemos ser e fazer em decorrência” (John R.W. Stott, A Mensagem de Efésios, p. 9).

[4]Veja-se: O. Palmer Robertson, Jonas – um estudo sobre compaixão, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p. 54.

[5]Veja-se:  John Piper; D.A Carson, O Pastor Mestre e O Mestre Pastor, São José dos Campos, SP.: Fiel, 2011, p. 59.

[6] Veja-se: D.M. Lloyd-Jones, Santificados Mediante a Verdade, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, (Certeza Espiritual, v. 3), 2006, p. 55.

[7] “No reino do misticismo espiritual, alguns têm deixado a autoridade da Palavra de Deus e estabelecido a autoridade da experiência” (Paul N. Benware, A obra do Espírito Santo hoje: In: Mal Couch, ed. ger., Os Fundamentos para o Século XXI: Examinando os principais temas da fé cristã, São Paulo: Hagnos, 2009, p. 402).

[8]William L. Craig,  A Verdade da Fé Cristã, São Paulo: Vida Nova, 2004. p. 14.

[9]Veja-se: Davd M. Lloyd-Jones, A Unidade Cristã, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1994, p. 125.

[10] Vejam-se:  D. Martyn Lloyd-Jones, A Vida de Paz,  São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 2008, p. 26; D. Martyn Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 113-114; 126-127.

[11]João Calvino, Gálatas, São Paulo: Paracletos, 1998, (Gl 4.24), p. 141.

[12]João Calvino, As Pastorais, São Paulo: Paracletos, 1998, (1Tm 1.19), p. 50. Quanto ao perigo das sutilezas que nos afastam da simplicidade do Evangelho, veja-se: João Calvino, As Pastorais, São Paulo: Paracletos, 1998, (1Tm 1.4), p. 30;  (Tt 1.1), p. 300.

[13]Veja-se: João Calvino, Efésios, São Paulo: Paracletos, 1998,  (Ef  4.14), p. 129.

[14]“A fé envolve a verdade de Deus (doutrina), encontro com Deus (culto) e servir a Deus (vida). A inseparabilidade desses três elementos é vista repetidas vezes nas Escrituras e na história do povo de Deus” (W. Robert Godfrey, A Reforma do Culto: In: James M. Boice, et. al. eds. Reforma Hoje, São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999, p. 155).

[15] João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo: Paracletos, 1997, (Hb 5.12), p. 141.

[16]“A sublimidade do estilo e linguagem corresponde com a sublimidade dos temas, e excede a quase todas outras suas Epístolas. É mui justo que aqueles aos quais escreveu, fossem cristãos por longo tempo alicerçados na fé” (R. Jamieson, et. al. Comentario Exegetico y Explicativo de la Biblia, 6. ed. Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones, 1977, v. 2, p. 268).

[17]Essa frase de T. Coleridge (1772-1834) é citada por diversos autores. Vejam-se alguns exemplos: William Barclay, El Nuevo Testamento Comentado, Buenos Aires: La Aurora, 1974, v. 10, p. 69; Broadus D. Hale, Introdução ao Estudo do Novo Testamento, Rio de Janeiro: JUERP., 1983, p. 268; F.F. Bruce, El Mensaje del Nuevo Testamento, Buenos Aires: Ediciones Certeza, 1975, p. 49; William Hendriksen, Efésios, São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992, p. 41.

[18]Cf. Broadus D. Hale, Introdução ao Estudo do Novo Testamento, p. 268; William Barclay, El Nuevo Testamento Comentado, v. 10, p. 69; Douglas Bond, A poderosa fraqueza de John Knox, São José dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2011, p.  34.

[19] W. Hendriksen, Efésios, p. 80.

[20] Podemos enumerar alguns outros temas sugeridos: “A Igreja Gloriosa” (W. Hendriksen, Efésios, p. 81 e 83); “A Glória de Deus em Cristo e Sua Igreja” (Hoke Smith, Efesios: el Propósito eterno de Dios, Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones,  1976, p. 16); “O propósito de Deus em Cristo para Sua Igreja” (Francis Foulkes, Efésios: introdução e comentário, São Paulo, Mundo Cristão; Vida Nova, (1979),  p. 14);  “Privilégios e responsabilidades espirituais da Igreja” (R.H. Gundry, Panorama do Novo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1978, p. 349); “A Epístola da Igreja” (Merril C. Tenney, O Novo Testamento: Sua Origem e Análise, São Paulo: Vida Nova,  1972, p. 335); “A glória da Igreja, como a sociedade que se identifica na história com o eterno propósito de Deus revelado em Cristo”  (C. H. Dodd, Efesios: In: F.C. Eiselen, et. al., eds. Comentario Bíblico de Abingdon, 2. ed. Buenos Aires; México:  Editorial “La Aurora” e Casa Unida de Publicaciones, 1951, § 883. p. 416).

[Apresentação Vídeo] Os eleitos de Deus e o seu caminhar no tempo e no teatro de Deus

 

Hoje iniciamos uma nova série: “Os eleitos de Deus e o seu caminhar no tempo e no teatro de Deus”. O nosso ponto fundamental é o texto de Efésios 4.1-6.

A doutrina da eleição eterna de Deus estará no cerne desta série. Contudo, a nossa questão não será especulativa. Primeiramente porque as Escrituras não nos foram confiadas com esse propósito. Também, porque Deus não nos revelou algo de mais ou de menos dentro de Seus propósitos eternos. Ele soberanamente revelou o suficiente para a nossa edificação.

Doutrina é para ser conhecida com intensidade e praticada, não para ser especulada.

Assim sendo, queremos desenvolver o nosso tema, que tem bastante semelhança com o anterior, de forma bíblica e pastoral, entendendo que a doutrina da eleição não pode nos servir de um confortável travesseiro da “NASA”, para que durmamos confortável e displicentemente na condição de eleitos de Deus em um feriado contínuo de nossa existência.

Nem também, pode se tornar um pódio, aonde subamos com a alegre e vaidosa sensação de que vencemos, somos “o cara”.

Então, poderíamos dizer para nós mesmos: “Deus não se arrependeu de ter me escolhido, Ele é um visionário sagaz, descobridor de talentos…”. Pensar assim seria uma inominável tolice. Portanto, nem acomodação, nem presunção.

Deus nos chama por graça para vivermos a sua graça em gratidão no tempo e espaço que Ele nos concedeu.

Assim sendo, desejamos tratar, em forma bastante sumária, de alguns desses aspectos. Que Deus nos ilumine e pelo Espírito nos conduza de modo mais intenso à santidade, tendo a Jesus Cristo como nosso modelo definitivo (Rm 8.29-30). Amém.

 

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