Rei e Pastor: O Senhor na visão e vivência dos salmistas (63)

6) Testemunho

Portanto, todo o labor evangelístico da Igreja se ampara neste pressuposto fundamental: Todos os homens pecaram, distanciando-se de Deus, o seu Criador, em quem somente há vida.

A Igreja anuncia o Evangelho sabendo que o homem nada pode fazer para voltar à vida; todos estão mortos em seus delitos e pecados (Ef 2.1,5).

Lloyd-Jones está correto ao declarar que “…. é completamente antiescriturístico favorecer qualquer tipo de evangelização que negligencie a doutrina sobre o pecado”.[1]

A cruz fornece o fundamento de pregação. Não há pregação sem a conscientização da gravidade do pecado e da redenção definitiva por meio de Cristo, o Deus eterno, na cruz.

A Igreja evangeliza consciente de que o pecado envolve de forma terrível e desumanizante toda a raça humana. Ela sabe que a cura para o homem não está nele mesmo, mas, em Jesus Cristo, Aquele que restaura a nossa verdadeira humanidade.

Somente o Deus Criador pode restaurar definitivamente as suas criaturas. Ele se dispôs a isso por meio de seu Filho amado que deu a sua vida pelo seu Povo (Jo 3.16), confiando esta mensagem à Igreja, que proclama o Evangelho do poder de Deus (Rm 1.16), reivindicando que todos os homens se arrependam de seus pecados e, por graça, tornem-se para Deus.

É isso que ensina Paulo:

Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação). (2Co 5.18-6.2).

O perdão concedido por Deus em Cristo torna-nos responsáveis pelo testemunho desta mensagem.

À igreja cabe a tarefa intransferível de anunciar o perdão de Deus para todos aqueles que sinceramente se arrependerem e receberem a Cristo como Salvador. (Lc 24.47; At 10.42-43; 13.38).

São Paulo, 29 de outubro de 2019.

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa


[1]D.M. Lloyd-Jones, Santificados mediante a verdade, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas (Certeza Espiritual, v. 3), 2006, p. 115.

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