Vocação eficaz: Da eternidade para eternidade (sem feriados) em santidade

 

Comparados com os americanos do século XVIII ou do século XIX, os puritanos tinham seguramente uma mentalidade teológica. As doutrinas da queda do homem, do pecado, da salvação, da predestinação, da eleição e da conversão eram o seu alimento e a sua bebida; contudo, o que verdadeiramente os distinguia da época em que viviam era o fato de estarem menos interessados na teologia em si do que na sua aplicação à vida de todos os dias, em especial à sociedade. Do ponto de vista do século XVII, o seu interesse pela teologia era um interesse prático. Estavam menos preocupados em aperfeiçoarem a sua formulação da verdade do que em darem corpo, na sociedade que formavam na América, à verdade que já conheciam. A Nova Inglaterra dos puritanos foi uma nobre experiência de teologia aplicada. – Daniel J. Boorstin [1].

 

Em uma época de crise política e financeira como a nossa, uma das coisas difíceis e ao mesmo tempo necessárias de se fazer, é planejar. As incertezas aumentam. Tornamo-nos mais suscetíveis a imprevistos externos que determinam mudanças em nossa rota, daí a insegurança. Muito do que planejamos permanece apenas no campo ideal, não podendo ser concretizado, ajustado ou mesmo, adiado. Por vezes, a mudança do cenário requer alternativas jamais visualizadas anteriormente.

O historiador e diplomata britânico Toynbee (1889-1975) escreveu sobre planejamento de forma instrutiva:

Como não vemos o futuro até que ele chegue a nós, temos que nos voltar para o passado a fim de esclarecê-lo. Nossa experiência do passado dá-nos a única luz a que temos acesso para iluminar o futuro. A experiência é outro nome para história. Quando falamos de ‘história’, normalmente pensamos na experiência coletiva da raça humana; mas a experiência individual que cada um de nós reúne numa única existência é história igualmente legítima. Na vida privada, como na pública, a experiência é altamente apreciada – e com razão, porque geralmente se reconhece que a experiência auxilia nosso julgamento e assim nos permite fazer escolhas mais sábias e tomar decisões melhores. Em todas as épocas – tanto boas quanto más – naturalmente temos de planejar para o futuro na administração dos nossos futuros humanos. Planejamos para o futuro com a intenção de controlá-lo e moldá-lo para preencher nossas finalidades na medida do possível. Essa tentativa consciente para controlar e modelar o futuro parece ser uma atividade caracteristicamente humana. É um dos traços que nos distingue das outras criaturas com as quais partilhamos nosso lar neste planeta. Não podemos planejar sem olhar para a frente, e não podemos olhar para a frente exceto na medida em que a luz da experiência nos ilumina o futuro [2].

 

Em um mundo de incertezas, próprias de nossa condição de criaturas frágeis, [3] podemos ter uma convicção que emana da Palavra: Deus nos chama eficazmente por sua livre vontade e graça. O chamado de Deus é eficaz porque ele é completo no seu propósito: “Que nos salvou e nos chamou (kale/w) com santa vocação (klh=sij); [4] não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 1.9). (Rm 8.30; Gl 1.15) [5].

Na Igreja de Deus, constituída de todos os seus servos, judeus e gentios, vemos aspectos da riqueza da glória dele em misericórdia, como escreve o Apóstolo:

 

A fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou (kale/w), não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Assim como também diz em Oséias: Chamarei (kale/w) povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada; e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados (kale/w) filhos do Deus vivo. (Rm 9.23-26).

 

Deus nos atrai para si, visto que ele “…. nos chamou (kale/w) para a sua própria glória e virtude” (2Pe 1.3); à comunhão de seu Filho e à “koinonia” da igreja (1Co 1.26; Ef 4.1; Cl 3.15): “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados (kale/w) à comunhão (koinwni/a) de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1Co 1.9).

A nossa vocação não tem nada em si mesma que possa motivar o nosso orgulho já que o próprio Senhor diz: “….Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar (kale/w) justos, e sim pecadores” (Mc 2.17). Somos chamados na “graça de Cristo” (Gl 1.6). À vaidosa igreja de Corinto, Paulo é bastante enfático: “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação (klh=sij); visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento” (1Co 1.26).

Ele é fiel: “Fiel é o que vos chama (kale/w)….” (1Ts 5.24). O Deus santo nos chama à sua santidade por meio de uma santa vocação: “…. segundo é santo aquele que vos chamou (kale/w), tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.15-16; Rm 1.7; 1Co 1.2; Ef 1.4; 2Tm 1.9). Esta vocação, portanto, envolve necessariamente, o propósito de santidade que deve guiar a nossa vida: “Porquanto Deus não nos chamou (kale/w) para a impureza, e sim para a santificação” (1Ts 4.7). Em outras palavras, somos chamados a seguir os passos de Jesus: “Porquanto para isto mesmo fostes chamados (kale/w), pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pe 2.21; Hb 3.1) [6].

Desse modo, a busca por uma vida santa é um aspecto fundamental da resposta da igreja ao gracioso chamado divino: “Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação (klh=sij) e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum” (2Pe 1.10). A eficácia da vocação divina não é uma coisa abstrata, uma teoria para ser discutida apenas em alguns momentos, quem sabe, de uma aula na academia, antes, evidencia-se na vida de um pecador transformado. Creio que Spurgeon (1834-1892) está correto ao afirmar: “Quando a vida de um pecador é transformada, sabemos que Deus o chamou eficazmente (…). Não podemos saber se um chamado de Deus foi eficaz até que a vida de um homem tenha mudado” [7].

A doutrina da perseverança dos santos inclui em sua essência a perseverança em santidade, não uma justificativa acomodatícia à prática e permanência no pecado [8].

Na vocação de Deus vemos parcialmente a concretização do seu propósito sábio, amoroso e eterno que envolve toda a nossa existência. Deus nos chama fazendo com que o seu gracioso propósito eterno passe a fazer parte da experiência do regenerado: “Nele [Jesus Cristo], digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados (proori/zw) segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou (proori/zw) para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou (proori/zw) esses também chamou (kale/w) e aos que chamou (kale/w), a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.29-30).

Esta ordem divina é eficaz porque Deus opera eficazmente em nossa mente e coração. Deus age na história conforme o seu decreto, chamando-nos e adotando-nos como filhos e herdeiros da Aliança! Aqui a Palavra de Deus é definitivamente colocada e sedimentada em nosso coração.

A vocação de Deus permanece e nos sustenta até o fim (Fp 1.6) [9]. A glória de Deus se manifesta na constituição da igreja, na reunião de seu povo redimido. Portanto, tanto o nosso chamado como a progressividade de nossa salvação devem estar subordinados à glória de Deus. Paulo e Pedro enfatizam:

Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu (ai(re/omai) desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou (kale/w) mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. (2Ts 2.13-14).
O Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou (kale/w) à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. (1Pe 5.10). (Ver: 1Ts 2.12).

Uma das coisas que aprecio no Verão é a possibilidade de me reunir com alguns amigos e jogar Biribol [10]. Em geral são momentos alegres e festivos marcados por algumas contusões nos dedos e alguma ansiedade. Ansiedade sim. Se esfriar naquele sábado é provável que os mais experientes se excluam por questões de saúde; a água pode ficar menos agradável. Estando em casa, não é raro pensar sobre isso na sexta: será que vai esfriar essa madrugada? As pessoas estarão bem-dispostas? Teremos gente suficiente? (O ideal são oito jogadores, embora possamos jogar com quatro). Você pode estar pensando: quanto tempo gasto para praticar apenas um esporte… Provavelmente você tem razão. Quem tem filhos pequenos, ou mesmo já crescidos, vive ou se lembra deles acordando de madrugada, indo ao quarto dos pais e perguntando se já está na hora de se levantar… Certamente não é para escola, mas para o passeio que haverá na igreja, quando sairão bem cedo. Em geral, aquilo que apreciamos e que não é rotineiro tende a ocupar mais a nossa mente. Não há nada de mal nisso. São pequenas coisas que gotejam a nossa vida em fases diferentes, com intensidade variada e em circunstâncias díspares.

Retornando ao nosso ponto, enfatizamos que Deus nos chama para a sua glória. Nada se compara a isso. Somos peregrinos, estrangeiros e hóspedes neste mundo [11]. Não há destinação mais nobre e sublime. Somos chamados à glória de Cristo. Você já se sentiu honrado por um convite bastante seleto? Já se sentiu desqualificado ou desconsiderado por não receber o convite para uma festa de casamento de pessoas próximas? Pois bem, saiba que Deus nos chama à glória. Isso nos basta. Não como prêmio de consolação, mas porque não há vocação maior. O Senhor de todas as coisas, de toda a realidade visível e invisível, nos destina à glória de Seu Filho amado.

O quanto ocupamos a nossa mente com isso? O quanto cantamos sobre isso? Quantos sermões pregamos ou ouvimos sobre a glória celestial? Tenho de admitir que preguei pouco sobre isso nesses mais de 40 anos que ocupo o púlpito de igreja. Precisamos cultivar em nossa mente o refletir sobre a glória eterna de Deus, sobre a nossa futura e gloriosa habitação com o Senhor, onde não haverá choro nem tristeza. A glória será contemplar o Senhor Deus na face de Cristo usufruindo de sua perfeita comunhão para sempre. (Cl 3.1-4; Ef 2.6-7). A glória do céu para nós é estar com Cristo [12]. A nossa felicidade só será real e, portanto, eterna, se tivermos a Deus como sua fonte e alegria [13].

J.I. Packer, um proeminente teólogo contemporâneo, escreveu com profunda sensibilidade bíblica e experiencial: “Não importa quão velhos ou doentes estejamos, os pensamentos no que se refere a nosso futuro com Jesus trarão coragem e alegria ao nosso coração. Jesus mesmo, de seu trono, fará que isso aconteça” [14].

O fato, meus irmãos, é que não há nada mais nobre ou grandioso do que isso, nem aqui, nem na eternidade. A nossa salvação não é o fim último. Ela é o meio: somos destinados desde a eternidade à glória de Deus. Calvino resume: “Concordo que a glória de Deus deve estar, para nós, acima de nossa salvação….” [15]. Em nosso chamado salvador, vemos a glória da graça de Deus. “Somente pela graça”, é outra forma de dizer: toda glória pertence a Deus! [16]

Matthew Henry (1662-1714), comentando o Salmo 17, escreveu:

A felicidade no mundo vindouro está preparada somente para os que são justificados e santificados. (…) Não existe satisfação para uma alma, a não ser em Deus e em sua boa vontade para conosco; porém, esta satisfação não será perfeita até que cheguemos ao céu” [17].

Considerando que foi Deus mesmo quem nos chamou (vocacionou) (Fp 3.14; 2Tm 1.9; Hb 3.1; 2Pe 1.10), devemos instar com nossos irmãos e, interceder junto ao Senhor para que Ele torne nossos irmãos dignos dessa vocação. Este foi o procedimento de Paulo em contextos diferentes: “Rogo-vos (parakale/w) [18], pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno (a)cio/w) [19] da vocação (klh=sij) a que fostes chamados” (Ef 4.1). “….não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos (a)cio/w) da sua vocação (klh=sij) e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé” (2Ts 1.11).

Alegremo-nos na doce, graciosa e gloriosa condição de filhos de Deus. O Pai nos chamou a este privilégio: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados (kale/w) filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus….” (1Jo 3.1) [20].

Ao mesmo tempo, aprendemos que somos chamados ao crescimento em nossa caminhada de forma progressiva. Estamos sujeitos ao pecado, é verdade. Ele é ainda uma realidade presente. Por isso, como disse Lloyd-Jones: “Jamais poderemos ter feriado espiritual” [21]. A luta é contínua e sem tréguas. Deste modo, todos nós devemos estar comprometidos em crescer em nossa fé para que tenhamos maior sensibilidade espiritual para com os feitos de Deus.

São Paulo, 13 de novembro de 2018.
Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

 


 

[1] Daniel J. Boorstin, Os Americanos: A experiência colonial, Lisboa: Gradiva, 1997, p. 17. “Provavelmente, o puritanismo seja mais bem definido como uma versão da ortodoxia reformada que enfatizava de modo especial os aspectos empírico e pastoral da fé” (Alister E. McGrath, Teologia, sistemática, histórica e filosófica: uma introdução à teologia cristã, São Paulo: Shedd Publicações, 2005, p. 117).

[2] Arnold J. Toynbee, O desafio do nosso tempo, 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975, p. 13-14.

[3] Veja-se: João Calvino, As Institutas, I.17.10.

[4] *Rm 11.29; 1Co 1.26; 7.20; Ef 1.18; 4.1,4; Fp 3.14; 2Ts 1.11; 2Tm 1.9; Hb 3.1; 2Pe 1.10

[5] “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou (kale/w) pela sua graça, aprouve” (Gl 1.15).

[6] “Por isso, santos irmãos, que participais da vocação (klh=sij) celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus” (Hb 3.1).
[7] C.H. Spurgeon, Sermões Sobre a Salvação, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1992, p. 21.

[8] “É totalmente errado afirmar que o crente está seguro, independentemente de sua vida posterior de pecado e infidelidade. A verdade é que a fé em Jesus Cristo está sempre atrelada à vida de santidade e fidelidade. Sendo assim, não é apropriado pensar a respeito de um crente independentemente dos frutos na fé e na santidade. Dizer que o crente está seguro, qualquer que seja a extensão de seu hábito de pecado em sua vida subsequente, é abstrair a fé em Cristo de sua definição mais exata e ensinar o tipo de abuso que torna a graça de Deus em lascívia. A doutrina da perseverança é a doutrina daqueles crentes que perseveram (…). A Perseverança dos santos faz lembrar forçosamente que somente aqueles que perseveram até o fim são verdadeiramente santos, mas a conquista do prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo não é automática. Perseverança significa o engajamento de nossa pessoa na devoção mais intensa e concentrada aos meios ordenados por Deus para a realização de seu propósito de salvação. A doutrina escriturística da perseverança não tem nenhuma afinidade com o quietismo e o antinomismo prevalecentes nos círculos evangélicos” (John Murray. Redenção: consumada e aplicada, 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 138-139).
[9] Veja-se: C.H. Spurgeon, Sermões Sobre a Salvação, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1992, p. 20.

[10] Uma espécie de vôlei de piscina.

[11] “….os filhos de Deus, onde quer que estejam, não passam de hóspedes deste mundo. De fato, no primeiro sentido ele (Pedro), no início da Epístola, os chama de peregrinos, como transparece do contexto; aqui, porém, o que ele diz é comum a todos eles. Pois as concupiscências da carne nos mantêm enredados quando em nossa mente permanecemos no mundo e cremos que o céu não é nossa pátria; mas quando vivemos como forasteiros ao longo desta vida, não vivemos escravizados à carne” (John Calvin, Calvin’s Commentaries, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1996 (reprinted), v. 22, (1Pe 2.11), p. 78). “Somos estrangeiros e peregrinos neste mundo, (…) não possuímos morada fixa senão no céu. Portanto, sempre que formos expulsos de algum lugar, ou alguma mudança no suceder, tenhamos em mente, segundo as palavras do apóstolo aqui, que não temos lugar definido sobre a terra, porquanto nossa herança é o céu; e quando formos cada vez mais provados, então nos preparemos para nossa meta final. Os que desfrutam de uma vida tranquila, comumente imaginam que possuem para si um repouso neste mundo. Portanto é bom que nós, que somos inclinados a esse gênero de pândega, que somos constantemente levados de um a outro lado, tão propensos à contemplação das coisas aqui de baixo, aprendamos a volver sempre nossos olhos para o céu” (João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo: Edições Paracletos, 1997, (Hb 13.14), p. 391-392). Veja-se também: D.M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 367.
[12] Vejam-se: Sam Storms, Com um pé levantado: Calvino, a glória da ressurreição final e o céu: In: John Piper; David Mathis, Com Calvino no teatro de Deus, São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p. 93-110 (http://www.desiringgod.org/messages/the-final-act-in-the-theater-of-god) (visto em 23.04.17); J.I. Packer, Força na fraqueza: vencendo no poder de Cristo, São Paulo: Vida Nova, 2015.

[13] Vejam-se: John Piper, Pense – A Vida da Mente e o Amor de Deus, São José dos Campos, SP.: Fiel, 2011, p. 128; João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Edições Paracletos, 1999, v. 1, (Sl 16.11), p. 324).

[14] J.I. Packer, Força na fraqueza: vencendo no poder de Cristo, São Paulo: Vida Nova, 2015, p. 102.

[15] J. Calvino, As Pastorais, São Paulo: Paracletos, 1998, (Tt 1.2), p. 301.
[16] Vejam-se: James M. Boice, Fundamentos da Fé Cristã: Um manual de teologia ao alcance de todos, Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2011, p. 449; D.M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 125, 127.

[17] Matthew Henry, Comentário Bíblico de Matthew Henry, 5. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006, (Sl 17), p. 409.

[18] O verbo tem o sentido de: implorar (Mt 8.5; 18.29), suplicar (Mt 18.32); exortar (Lc 3.18; At 2.40; 11.23); conciliar (Lc 15.28); consolar (Lc 16.25; 15.32; 1Ts 5.11; 2Ts 2.17); confortar (At 16.40; 2Co 1.4; 7.6); contemplar (2Co 1.4); convidar (At 8.31); pedir (At 9.38; 1Co 4.13; 16.15); pedir desculpas (At 16.39); fortalecer (At 20.2,12); solicitar (At 25.2; Fm 9,10); chamar (At 28.20); admoestar (1Co 4.16; Hb 10.25); recomendar (1Co 16.12; 2Co 8.6; 9.5; 1Tm 6.2).
O apelo de Paulo era frequentemente fundamentado numa questão teológica; não se amparava simplesmente em sua idoneidade ou autoridade, antes em Deus mesmo. Assim ele o faz pelas misericórdias de Deus (Rm 12.1; 1Ts 2.12) e pelo Senhor Jesus (Rm 15.30; 1Co 1.10; Fp 4.2). Como cooperador de Deus exorta a que os coríntios não recebam em vão a graça de Deus (2Co 6.1); roga também pela mansidão e benignidade de Cristo (2Co 10.1).
[19] Este advérbio tem o sentido primário de “contrabalança”, aquilo que é de “igual valor”, “equivalente”. A ideia da palavra é a de estabelecer uma relação de compatibilidade e equilíbrio.

[20] Veja-se: John Murray, Redenção: Consumada e Aplicada, 2. ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010, p. 83

[21] D. M. Lloyd-Jones, O Supremo Propósito de Deus, São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1996, p. 352. “Uma vez que os crentes todos os dias se envolvem em muitos erros, de nada lhes aproveitará já terem tomado a vereda da justiça, a menos que a mesma graça que os manteve em sua companhia os conduza à ultima fase de sua vida” (João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 1999, v. 2, (Sl 32.1), p. 42).

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