Pensamento Grego e a Igreja Cristã: Encontros e Confrontos – Alguns apontamentos (39)

5.2.3. O Temor de Deus e o Culto

 O escritor de Hebreus instrui aos cristãos da nova Aliança a aproximarem-se de Deus com confiança em Cristo. Acrescenta:

28 Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável (* eu)are/stwj“de modo aceitável”), com reverência (ai)dw/j) (= modéstia) e santo temor  (eu)la/beia) (= reverentemente, piedosamente);  29 porque o nosso Deus é fogo consumidor. (Hb 12.28-29).

     Nós cultuamos a Deus, a quem conhecemos, tendo uma visão clara, ainda que não exaustiva, de sua majestade e santidade. Devemos ter diante de nossos olhos esses aspectos em nosso culto solene a Deus.

     Outro ponto que quero destacar, é que devemos ter prazer em compartilhar entre os santos os feitos de Deus em nossa vida: o seu perdão, a sua misericórdia, proteção e paz. Esse é o convite do salmista aos seus ouvintes: “Vinde, ouvi, todos vós que temeis (arey) (yare’) a Deus, e vos contarei o que tem ele feito por minha alma” (Sl 66.16).

     Sentimos prazer da companhia de nossos irmãos no culto a Deus. É o que declara o salmista:

A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da congregação; 23 vós que temeis (arey) (yare’) o SENHOR, louvai-o; glorificai-o, vós todos, descendência de Jacó; reverenciai-o, vós todos, posteridade de Israel. 24 Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro. 25 De ti vem o meu louvor na grande congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem (arey) (yare’).(Sl 22.22-25).

     O nosso cântico deve ser um testemunho dos atos de Deus a fim de que outros possam também aprender a temer e confiar no Senhor: 

Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. 2Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. 3E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão (arey) (yare’) e confiarão no SENHOR. (Sl 40.1-3).

     No Apocalipse encontramos cantos angelicais de louvor considerando a majestade de Deus como digna de temor:

Temei (fobe/w) a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. (Ap 14.7).

Quem não temerá (fobe/w) e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos. (Ap 15.4).

Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis (fobe/w), os pequenos e os grandes. (Ap 19.5).

     O temor a Deus além de orientador de nossa conduta, deve nos mover a louvar a Deus em comunhão com nossos irmãos.

Maringá, 13 de dezembro de 2019.

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

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